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Mulheres brasileiras rumo às metas do milênio

O circuito da exposição será constituído de oito módulos temáticos, apresentando experiências segundo a temática de cada uma das 8 Metas do Milênio. A mostra privilegia abordagem antropológica dos oito exemplos de experiências femininas concretas em diferentes regiões e áreas de atuação no Brasil. Sempre traçando paralelo com as 8 Metas do Milênio, também conhecidas no Brasil como “8 Jeitos de Mudar o Mundo”. Tudo isso traduzido em esculturas de arte popular e produtos artesanais produzidos pelas comunidades retratadas no livro e que traduzem a realidade das heroínas anônimas. Com fotos de J.R. Ripper, exibição de vídeos e textos de Ricardo Paes de Barros, André Urani, Padre Ricardo Rezende Figueira, Drauzio Varella, Agop Kayayan, Alcione Araújo e Gilberto Dimenstein, entre outros.

Proposta da curadoria
A curadoria da mostra privilegia uma abordagem antropológica das oito experiências comunitárias lideradas por heroínas anônimas em diversas regiões e áreas de atuação no Brasil, numa relação direta com as 8 Metas do Milênio. Esta abordagem permite evocar o contexto de cada experiência in loco ao trazer um caráter jornalístico e colocar o público diretamente em contato com os testemunhos das ações destas mulheres, apresentando um acervo variado (documentos, fotos, ícones, objetos) que ilustrem as diferentes atividades no cotidiano e sua interação com a comunidade.

A Declaração do Milênio das Nações Unidas e a Declaração Universal dos Direitos Humanos reforçam que nos próximos 10 anos o mundo poderá ser bem diferente caso a população se mobilize e as metas forem alcançadas. Mais de 550 milhões de pessoas poderão ser removidas da extrema pobreza e cerca de 300 milhões deixarão de passar fome. Além disso, um progresso expressivo deve ocorrer na saúde infantil, com milhões de crianças e mães salvas. O trabalho desenvolvido por estas mulheres nas experiências comunitárias apresentadas é um exemplo de mobilização popular rumo as 8 Metas do Milênio.
Por se tratar de uma exposição, o conteúdo deve seguir uma apresentação museológica. Ou seja, desenvolver o conteúdo em três dimensões no espaço, através da criação de um circuito temático na sala, e apresentar documentos, ícones, fotos, filmes e objetos que ilustrem o tema. Desta forma, permitindo ao público um contato direto com os testemunhos visuais e originais.

Seguindo esta especificidade, a linha adotada pela curadoria é a de trabalhar a criatividade em dois níveis: o conteúdo e sua ilustração. Enriquecendo o conteúdo e criando um percurso temático que faça paralelo entre as experiências comunitárias e as 8 Metas do Milênio. Esta concepção permite divulgar estas metas ao grande público e, ao mesmo tempo, mostrar ações concretas de mulheres que contribuem para atingi-las no Brasil.

Outra preocupação é diversificar as fontes de ilustração do tema. Neste caso, sobretudo documental e fotográfica, apresentando objetos oriundos do trabalho de cada experiência e introduzindo uma dimensão simbólica através da utilização de obras de arte popular brasileira (cabocla ou indígena) que representem cada uma das metas. As experiências comunitárias apresentadas são exemplos de iniciativas e ações das populações menos favorecidas em todo Brasil que se reconhecem nesta expressão popular, mantendo assim a homogeneidade e a coerência da linguagem da apresentação. Além disso, a presença destas peças introduziria uma dimensão artística ao projeto, contribuindo para um engrandecimento estético e emocional da exposição.

Serviço
Curadoria: Gisele Rocha Silva Catel
Onde: Arte SESC (Rua Marques de Abrantes, 99 – Flamengo – Rio de Janeiro)
Quando: Dias 10, 11 e 12 de maio de 2006
Como: Entrada gratuita. Inscreva-se aqui